Tag: Feitiços de Harry Potter


Olá, pessoal!
Gravei um vídeo de uma tag que estava acumulada por aqui. Amei gravar, e espero que vocês gostem de assistir.
Na descrição dele tem as informações sobre quem criou a tag.




Resenha de "A História do Futuro de Glory O'Brien" (A. S. King)

Título: A História do Futuro de Glory O'Brien
Autor: A. S. King
Editora: Gutenberg
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Sinopse: O fim do ensino médio é uma época de possibilidades infinitas – mas não para Glory O’Brien, uma jovem norte-americana que não tem nenhum plano para o futuro. Sua mãe cometeu suicídio quando Glory tinha apenas 4 anos, e ela nunca parou de se perguntar se seguiria o mesmo caminho… Até que numa noite transformadora ela começa a experimentar um novo e surpreendente poder que lhe permite enxergar o passado e o futuro das pessoas.De antepassados a muitas gerações futuras, a jovem é bombardeada com visões – e o que ela vê pela frente é aterrorizante: um novo líder tirânico toma o poder e levanta um exército. Os direitos das mulheres desaparecem. Uma violenta segunda guerra civil explode. Jovens garotas somem diariamente, vendidas ou confinadas em campos de concentração.
Sem saber o que fazer, Glory decide registrar todas as suas visões, na esperança de que a sua História do Futuro sirva de alerta e evite o que vem por aí.
Mas será que as pessoas vão acreditar nela? Será que estarão dispostas a fazer o que é necessário para impedir a concretização daquele destino medonho?
Nesta obra-prima sobre feminismo, liberdade e escolhas, A. S. King mais uma vez nos brinda com seu realismo fantástico para contar a história de uma garota que tenta lidar com uma perda devastadora. 

Definitivamente eu acho que comecei a ler a autora pelo livro errado. Não é possível que tanta gente que tenha o gosto semelhante ao meu tenha dito que esse é o melhor livro dela, e isso sendo um grande elogio, quando eu sofria para ler dez páginas de uma única vez sem cair no sono. 

Glory mora com o pai. A mãe se matou quando ela era menina e desde então Glory procura descobrir se os pensamentos perigosos que tem são provenientes de algo que herdou da genitora, ou loucuras adolescentes mesmo. 

Junto a sua melhor amiga, Glory acaba fumando um morcego. Sim, a frase parece estranha, e a situação é tão bizarra quanto a frase. E depois disso elas passam a ter flashs do passado das diversas gerações das pessoas que veem, como também os descendentes delas. E isso vai fazer com que ambas passem a analisar quem são num contexto geral de mundo, e entender como as pessoas funcionam quando não estão sendo observadas. 

Esse livro leva o nome de realismo fantástico, mas não sei até que ponto isso é correto. Num realismo fantástico as pessoas encaram com naturalidade o fantástico, o que não é o caso desse livro. Elas se surpreendem e se assustam com as coisas estranhas ao redor delas. Também não me sinto confortável colocando na categoria de sobrenatural, porque vejo essas visões das meninas mais como uma filosofia sobre a humanidade como um todo. É um livro confuso de catalogar em gênero, e possivelmente seja esse o motivo de terem colocado ele em cima do muro. 

A ideia do livro é bem legal, e acho que ele cumpre com a proposta ideológica que sugere. Coloca o leitor para pensar da mesma maneira que coloca Glory. A gente se enxerga pelos olhos da menina quando ela vê alguns passados terríveis e futuros igualmente ruins. Ainda assim, passei mais da metade do livro querendo enforcar a protagonista. Ela era omissa, um tanto falsa e lerda de um modo que me deixava agoniada. Nada em Glory me agradou, e acredito que esse seja o motivo de eu não ter curtido tanto assim o livro. 

Não vou negar que tem passagens maravilhosas. Pensamentos dignos de palmas, mas eu posso achar isso em um livro de frases, e não preciso ler um YA/Sobrenatural/Realismo Fantástico/Drama estranho para ter tais pensamentos. Quero dizer com isso, que num contexto geral o livro foi bem fraco para mim. Não tinha nada mais forte que levasse a trama adiante, até porque não tem trama alguma. Só uma menina olhando o passado e futuro das pessoas e pensando sobre aquilo. Sério, gente, o livro me deu um puta sono. Lia cinco páginas e já estava cochilando. 

Infelizmente não foi um livro para mim. Vou voltar a tentar ler algo da autora, mas não vai ser nem tão cedo. Traumatizei, não vou mentir. 

Leituras de Setembro (Mega Atrasada)


Olá, pessoal!
Passando hoje para trazer o vídeo - mega atrasado - das leituras que fiz no mês de setembro.
Espero que curtam.

P.s. Esse tem a participação especial de uma menina marota. haha


Resenha de "Como se casar com um marquês"(Julia Quinn)

Título: Como se casar com um marquês
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Considerada “a rainha dos romances de época” pela Goodreads, os livros de Julia Quinn atingiram a marca de 10 milhões de exemplares vendidos no mundo.Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa.
Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa.
Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual.
É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente... Elizabeth Hotchkiss.
Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada.
Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Como sempre, Júlia salva as séries dela de uma forma esplendorosa. Essa é a segunda que começa com o pé esquerdo e passa a ser - magicamente - um puta pé direito no segundo livro. Então, sim, esse é um romance infinitamente melhor do que o primeiro da duologia dos Agentes da Coroa, apesar de um pequeno probleminha que vou contar a vocês já já. 

Elizabeth é a tutora dos irmãos. Vive com os três em uma casa no campo depois da morte dos pais. Seriam uma família totalmente feliz se não fosse a pobreza que se aproxima deles à medida que a herança que o pai deixou vai acabando. E mesmo com o emprego de dama de companhia de Lady Danbury, a situação para a família esta cada vez pior. 

Então Elizabeth decide que precisa se casar, e tem que ser com um homem rico para poder manter o padrão de vida que sabe que os irmãos merecem. Principalmente Lucas, que é um baronete que deveria estar indo estudar em Eton, o que se torna um plano distante visto a condição atual deles. 


Nessa de procurar um marido de posses, Elizabeth encontra um livro na biblioteca de Lady Danbury intitulado "Como se casar com um marquês", que é tipo um compilado de dicas para arranjar um bom marido. Instruída por ele, a menina começa a usar seus ensinamentos no novo administrador das terras de Lady Danbury, como teste para saber se funciona. O problema é que aquele se passando por administrador, era nada menos que Simon Siddons, o marquês de Riverdale, que em busca da pessoa que anda ameaçando sua tia, Lady Danbury, se disfarça para investigar. Pode imaginar que isso vai dar muito problema, não? 

Olha, eu gosto muito de Elizabeth. Não tanto quanto curto Caroline, a protagonista do livro anterior, mas ela também é bem satisfatória nesse papel. Sem contar que combina demasiadamente com Simon, que é muito melhor do que Blake, o par de Caroline. Desde o livro anterior eu já gostava mais de Simon. 

Quanto a evolução do romance, também não tem comparações. As coisas evoluem da maneira correta e natural para um romance de época típico, e deixa você ansioso por mais a cada página. Para vocês terem uma ideia, terminei esse livro em algumas horas, de tanto que estava envolvida. 

A questão do humor da autora está em alta aqui também. Principalmente nos diálogos entre a família, sem contar que Lady Danbury é a velhinha mais hilária da literatura. Então aposte em altas risadas nesse livro. 

As cenas mais quentes do casal realmente são quentes. Quentes de uma maneira fofa. Tipo, você lê as coisas que Simon diz e pensa que quer um Simon para você também. Ele é extremamente encantador em todos os quesitos. 

Mas Carol, o que foi que você não gostou aqui? Bem, simplesmente uma coisa que no outro livro foi bem trabalhado: a ação. Ou melhor, a falta dela. 

Em Como agarrar uma herdeira temos toda uma tensão que se desenvolve porque Blake é um dos agentes da Coroa, e isso ficou bem legal. Muito mesmo. Já nesse livro quase que não dá para perceber que Simon também é um dos agentes da Coroa, e dos bons. A exceção de uma cena bem perversa entre ele um carinha que faz uma merda com Elizabeth. 

No frigir dos ovos, achei a Julia aqui muito melhor do que no livro anterior, apesar da problemática de esquecer dos "agentes da coroa", que é o que dá nome a série. Acho um lugar maravilhoso para se começar a ler Júlia. Curta e bastante simpática em muitos quesitos. 

Enfim, fica a dica!




Sorteio coleção COMPLETA de Rosemary Beach


O LiteRata está fazendo aniversário e - como sempre - quem ganha com isso são vocês!!!
E esse ano vamos comemorar sorteando a série completa dos livros de Rosemary Beach que saíram aqui no Brasil.
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Ah, não esquecer que o endereço de entrega ter que ser do Brasil, ok?


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Resenha de "Coração de Aço" (Brandon Sanderson)

Título: Coração de Aço
Autor: Brandon Sanderson
Editora: Aleph
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Sinopse: Tudo começou com Calamidade, que surgiu nos céus como uma estrela de fogo, e que ninguém sabe o que é realmente: seria algo alienígena, ou então um experimento do exército norte-americano? Seus efeitos, entretanto, podem ser sentidos algum tempo após seu surgimento: pessoas comuns passam a ter poderes que desafiam as leis da física e da lógica. Parece que uma nova era está para surgir. E surge: os nomeados Épicos não apenas se tornam poderosos, mas também ganham uma sede insaciável de poder e parecem perder toda sua humanidade no processo, deixando o resto da população à mercê de suas vontades e caprichos. Dentre eles o mais poderoso é Coração de Aço, um ser invulnerável a qualquer tipo de ataque e com capacidade de manipular e transformar objetos inorgânicos em metal, que decide tomar a cidade de Chicago e ali estabelecer seu império.Dez anos se passam e os Épicos governam com poder absoluto, com todos os direitos e nenhum dever, se apossando de tudo o que querem a seu bel-prazer, e matando aqueles que ousam desafiá-los. Não existe nada e ninguém que possa impedi-los. A exceção a essa regra são os Executores, humanos normais, munidos de tecnologia de ponta que se utilizam de táticas de guerrilha para derrubar e matar o maior número possível de Épicos. O sonho de David, um jovem criado em um orfanato/fábrica de Nova Chicago é juntar-se aos Executores e destruir Coração de Aço, o homem que matou seu pai e mudou sua vida para sempre.

Esse é aquele tipo de livro que antes mesmo que eu tivesse um conhecimento maior sobre ele, eu tinha certeza de que iria gostar. Não sabia se porque a sinopse era incrível, ou porque eu amo a capa dele em inglês, ou ainda porque é Brandon Sanderson, e existe algo nas resenhas dos livros desse homem que me encanta. O fato é que ele já apareceu por aqui naquela lista de "Livros que deveriam vir para Brasil", e agora que temos Coração de Aço, fico feliz de dizer - de peito cheio - que é um livro incrível. 

Podemos dizer que o livro tem muito de fantasia, e tem muito de distopia também. Uma cidade governada por um tirano com poderes sobrenaturais em um mundo pós Calamidade, que foi uma espécie de "situação espacial" seguida por explosões de super poderosos em todos os lugares. Só que invés disso criar também heróis, tecnicamente só criou vilões, o que acredito que seja uma crítica do escritor ao ser humano de maneira geral. Tipo... Dê poder ao homem e veja ele sendo corrompido. É exatamente isso! 

Nesse cenário opressor, temos a figura do protagonista, David, um garoto que quando criança viu o pai ser assassinado por Coração de Aço, o tirano que tomou conta da sua cidade. Naquele dia David viu Coração de Aço sangrar, e sabe que o vilão tem alguma fraqueza, e precisa descobrir qual é. Desde aquele dia ele estuda os Épicos - esses super poderosos - com afinco. É praticamente um dicionário ambulante sobre eles. Buscando uma forma de combatê-los, David se une aos Executores, que são um grupo de elite rebelde contra esses Épicos. 

Estou olhando para o computador tem mais de hora tentando esquematizar o que falar sobre esse livro. Ele tem tantas nuances e possibilidades futuras - sim, é uma série - que fico confusa sobre o que posso e o que devo dizer a vocês. Ler Coração de Aço é uma experiência indescritível, e estou aqui puta da vida por ter demorado tanto a tirar esse livro da estante. Por ter demorado a me sentir pasma pelas passagens incríveis dele. Pelas críticas sociais escondidas nas figuras de Épicos poderosos, e pelo tanto que amei os personagens. 

David, o protagonista, se tornou um dos meus favoritos do ano. Tem aquela coisa nerd que acho fofa, junto com uma perseverança e determinação que exala sensualidade. Ele é divertido, forte, inteligente e nenhuma dessas coisas são forçadas. Acho bárbaro quando encontro um protagonista assim, que não precisa de muito para ser incrível. Que não se esforça para isso. 

As cenas de ação também são ÉPICAS! Tipo, incríveis de verdade! Eu daria 10 estrelas só para elas, se isso fosse possível por aqui. Não perde em nada para as grandes cenas de filmes dos Vingadores, por exemplo. Saca aquele plano sequência incrível no primeiro filme da série? Pois bem, em Coração de Aço eu puder ver isso lendo. E olha, criar um plano sequência na leitura é um feito e tanto. Não só para mim, mas para o autor que cria um ambiente favorável à imaginação. 

A ideia do livro é toda genial. As críticas também são. Na verdade, estou aqui tentando pensar em algo que não seja genial nele e não acho. Simplesmente porque não tem. O livro é foda e fim de papo! Sinto-me realmente uma idiota de não ter lido nada do Sanderson até agora. Estou maravilhada por tudo o que ele criou. Por toda galeria de personagens, estratégias das cenas de ação, as ideias por trás dos Épicos... Em resumo... Leiam esse livro! E Leiam ontem, porque hoje pode ser tarde demais. 

Resenha de "Os Quatro Cavaleiros" (Veronica Rossi)

Título: Os Quatro Cavaleiros
Autor: Veronica Rossi
Editora: Galera Record
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Sinopse: O que você faria se descobrisse que se tornou um dos Cavaleiros do Apocalipse? Da mesma autora da Trilogia Never Sky. Nada além da morte pode impedir Gideon Blake de conquistar seu objetivo de se tornar um soldado americano. Bem, o problema é que ele morreu. Por algum tempo. Enquanto se recupera do acidente que deveria ter sido fatal, Gideon nota que seus ferimentos estão cicatrizando muito rapidamente. É um milagre. Se você considerar um milagre o fato de se tornar um dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Gideon é Guerra. E ele precisa se unir aos outros cavaleiros, Fome, Morte e Peste, para, juntos, proteger uma chave que a Ordem quer ter em mãos para abrir as portas de um reino infernal na Terra, ameaçando escravizar todos os humanos.

Quase dois meses. Esse foi o tempo que levei para concluir esse livro. Devo confessar que mais da metade desses meses foi para chegar nos 50% do livro, e que o resto fluiu maravilhosamente. Mas até chegar nele, foi um martírio. 

Os Quatro Cavaleiros vai contar a história de Gideon, que é um soldado que morre depois de um defeito do paraquedas. Só que ele não permanece morto. Volta a vida e com o corpo tão ferrado que os médicos acham que mais nunca ele poderá andar novamente, ou ter os movimentos completos dos braços. Acontece que poucos dias depois de acordar no hospital, com um bracelete estranho no braço, Gideon está curado. Milagrosamente curado. E além disso percebe que toda vez que as pessoas se aproximam dele, elas começam a falar coisas que não deviam e ter reações coléricas. 

Durante um ataque estranho na universidade onde a irmã dele estuda, Gideon descobre que é Guerra, um dos quatro cavaleiros do apocalipse, e que junto de Derryn, a seletora responsável por juntar os quatro, tem que ir atrás dos outros caras e ajudar a proteger uma espécie de tesouro, para que o mundo não entre em um tipo de caos com monstros e anjos.

Ok, a premissa do livro é incrível, não é? Queria dizer que o começo dele também é, mas o achei extremamente enfadonho. Um porre! Para chegar até a página 100 eu praticamente lia duas ou três por dia. Não conseguia mais do que isso, e não sei exatamente o motivo. Só não ia de jeito nenhum. Gosto de Gideon, apesar de alguns comportamentos meio infantis, como gosto dos caras que fazem Peste, Fome e Morte. Elas são incríveis juntos! Mas até que isso venha acontecer, haja chão! 

Adoro a Veronica descrevendo cenas de ação. São - de longe - a melhor parte desse livro. As descrições das passagens de guerra são espetaculares! E ainda tem as armas super legais e os cavalos incríveis para incrementar esse caldo suculento. Então até a metade é aquela chatice de apresentar a ideia, mas depois que ela é apresentada o negócio flui que é uma beleza! Comi as últimas 150 páginas. 

Esse livro é o primeiro de uma série - não sei de quantos. Sei que o segundo já foi publicado lá fora e parece focar em Derryn. As pessoas estão achando que vai ser um livro para cada cavaleiro, mas não acho que seja o caso. Muita coisa na história de Gideon ainda ficou em aberto, e não creio que Veronica vá dar fim a história dele dessa forma. A não ser que vá colocar mais um pouco no livro de Derryn, já que eles dois fazem uma espécie de par romântico bem "cão e gato". 

É um bom livro, depois que pegamos gás nele. Ainda prefiro a série de Never Sky, mas vocês bem sabem que sou uma fraca para distopias, então não teria muita comparação. Vou terminar de ler a série, porque realmente acho que a ideia é boa e que a autora soube trabalhar as nuances de cada cavaleiro dentro da sua própria ideia de vida. Sem contar que imaginar quatro caras bonitos vestidos em armaduras poderosas e montando cavalos místicos dá uma super vontade, né? <3 

Resenha de "Futuros Roubados" (Fernanda Caleffi Barbetta)

Título: Futuros Roubados
Autor: Fernanda Caleffi Barbetta
Editora: Independente
Comprar: Site da Autora

Sinopse: São necessários poucos segundos para que uma atitude leviana seja tomada, para que uma mentira ardilosa seja contada, para que uma transgressão cruel seja ocultada.Mas, as consequências que elas geram duram uma eternidade. Arrasam vidas inteiras, mancham passados, destroem presentes, roubam futuros.
E haja o tempo que houver, não se volta atrás. Porque tempo nenhum desfaz o que já foi feito, conserta o que não tem conserto.



Sou o tipo de leitora que sempre venera o tipo de autor que eu também sou. Que vai atrás e que não deixa esquecida numa gaveta uma história, por mais simples que ela seja. Então quando Fernanda me procurou, numa docilidade e carisma memoráveis, eu nem ousei negar ler o livro dela. Na verdade, acho que teria lido mesmo sem ela ter me solicitado, se tivesse tido acesso a ele de outros modos. E eis o grande problema dos autores independentes... Que outras pessoas saibam que eles existem, e que tem livros muito bons, muitas vezes melhores que os que vem de fora, esperando só por uma oportunidade. 

Futuros Roubados vai contar a história de duas irmãs, Claire e Anne, que apesar de terem crescido unidas, levam uma carga de distanciamento interna muito grande, principalmente de Anne para com Claire. Anne sempre achou que tudo de melhor só acontecia com a irmã, e sem muito esforço por parte dela. Inclusive o amor e a dedicação dos pais.  E ainda que isso não seja suficiente para acabar com a amizade das duas, é sempre colocado em perspectiva quando Anne passa por situações complicadas em sua vida. Como se um pouco da culpa fosse de Claire. Ainda assim, a ama, e não vitimiza sua vida em consequência disso por muito tempo.  

Elas crescem, Anne se forma em arquitetura, Claire vira escritora e se casa com um inglês, indo para longe da irmã. E quando a gente entende que Anne vai ter um momento de se mostrar para o mundo, Claire faz de tudo para conseguir um emprego para o marido de Anne, Eric, no mesmo lugar onde trabalha o marido dela, unindo as irmãs novamente. 

Os quatro vão morar junto, até que Eric e Anne se estabeleçam, e é quando essa descobre que está grávida. Não demora muito a irmã também revela uma gravidez. Então ambas vão sonhando, amando e esperando por seus bebés enquanto a vida segue. 

Quando os bebês nascem, algo acontece na vida das duas que vira tudo de cabeça para baixo. Anne toma decisões difíceis, e que faz mudar completamente a vida de todos ao redor. 

Sabe quando você está lendo um livro e fica toda hora pensando... Não amiga, faz isso não! Ou então... Você usou drogas? Que merda de atitude é essa?! Eu fiquei muitos momentos com essas divagações de leitora. Tive raivas homéricas com as atitudes de alguns personagens em determinadas passagens, e me pegava pensando o que eu faria se estivesse no lugar deles. Sou uma pessoa do bem, mas vamos combinar que as vezes o anjo mau que fica em cima do nosso ombro grita mais forte do que nossa razão. 

É um livro que de início vai fazer você ir e voltar com frequência no tempo. Ver um pouco da vida das meninas pequenas, entender o relacionamento dos pais - principalmente pai - com elas. Ver como foi o começo de namoro de Claire e um pouco da vida de Anne. São passagens necessárias para entender a história e as atitudes tomadas por alguns personagens, mas não é o foco do livro. Isso deixo a cargo das escolhas de Anne depois do nascimento das crianças. 

Toda história tem um grande "up", como diz os críticos. Aquele momento alto que vai te deixar ansioso e curioso por mais. Se você está lendo um livro que não tenha, então fecha e pegue outro, porque isso é básico em se tratando de literatura. No caso de Futuros Roubados, é a tal da decisão. Foi depois desse momento que me vi comendo as unhas e xingando os personagens. Fiquei realmente aflita com aquilo, e acho que porque envolve crianças e esse é meu fraco. Teve uma determinada passagem que até pulei porque não tive estômago de encarar. Vamos confessar, sou uma manteiga derretida. 

Enquanto leitora, acho que eu queria mais. Não da parte cruel, lógico, mas das reações e opiniões dos personagens acerca de determinadas coisas. Acredito que esteja acostumada a livros em primeira pessoa, onde é fácil se entrosar com o personagem e partir do princípio de que ele te entrega a história pela perspectiva própria de como enxerga uma situação. Como não tive essa visão de Anne, por exemplo, não sei o que merda se passou na cabeça da mulher para fazer o que fez, e sustentar o que fez por anos, enfiando uma mentira dentro de outra mentira, e sem aparentar um mínimo que seja de arrependimento. Não sabia se isso era consequência de ter sido rejeitada  a vida inteira, ou simplesmente uma loucura que deu na hora e ela agiu por impulso e se manteve firme por vergonha. Isso para mim foi um problema. Queria ter visto mais dela. Mais de culpa, talvez? As respostas emocionais pelas coisas que ela fez. 

E não digo isso só por Anne, mas por Ryan - o marido de Claire - também. Talvez ele seja o personagem que mais gostei, e ainda assim o vi se comportando eventualmente como um boboca. Graças a Deus que quando ele resolve reagir, vai com força, ou teria perdido a paciência com o cara. 

Apesar de ser um livro fino, ele tem uma história forte que me lembrou muito as novelas antigas das nove. Sabe aquelas que tinham enredos incríveis? Pois é. Senti falta de algumas explicações maiores sobre determinadas coisas, e não sei se isso foi proposital da autora para deixar o leitor pensar o que quiser, ou não. Seja como for, terminei o livro angustiada. Feliz por ter um livro pequeno e de enredo amarradinho, mas angustiada. 

Realmente desejo que a autora não só seja reconhecida por seu trabalho com Futuros Roubados, como que ela escreva mais. E que o próximo livro seja enorme e cheio de reviravoltas, como as que ela colocou aqui. Sou prolixa, e não há como me mudar. HAHA. Prevejo o nome de Fernanda na boca do povo em breve. Seja como autora independente - e Nanda, sei como isso é difícil - ou com uma editora, mas que seja realmente conhecida pelo o que faz. 

Histórias nascem para serem lidas. São fragmentos de vidas de pessoas em universos paralelos (talvez?) que alguém nos conta em sonhos para que sejamos propagadores dessas existências.  

P.s. Gente, a autora me comunicou por email - passou desapercebido por mim na contracapa do livro - que Futuros Roubados é o primeiro de uma duologia. Então isso explica muita coisa, não? Talvez aquelas indagações sobre "o que faltou" na história se resolvam no livro seguinte. Certamente irão se resolver. 

Resenha de "Boneco de Pano" (Daniel Cole)

Título: Boneco de Pano
Autor: Daniel Cole
Editora: Arqueiro
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Sinopse: VOCÊ ESTÁ NA LISTA DE UM ASSASSINO. E ELA DIZ QUANDO VOCÊ VAI MORRER.
O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano.
Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.
Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar.
Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de Pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.

Terminei de ler o livro e fiquei pensando... O que merda aconteceu com aquela ideia genial lá do início? Fico revoltada quando estou lendo um livro policial e sinto que o autor perdeu a mão na hora de escrever. Se desviou. Imagino que isso seja culpa de um pulo no espaço tempo no qual se escreveu a história. Ou não... Vai ver não tinha jeito mesmo e fim de papo. Contudo não acredito nisso.

Wolf é um daqueles detetives esquentados, e isso se torna visível logo no início do livro. A primeira cena é realmente uma delícia de se ler. Não é todo dia que você vê um policial atacando um cara em pleno julgamento do homem simplesmente porque não concordou com a decisão do júri.

Daí pulamos para alguns anos depois, quando Wolf é chamado na investigação de um crime sobre um corpo - ou vários corpos - que foram achados costurados em partes formando um único e pendurado de maneira hedionda em frente a casa do detetive. Isso aí já é uma puta chamada do livro, concordam?

Junte isso ao fato de que uma nova lista com nomes dos corpos que formarão o próximo boneco de pano é enviada para os jornalistas, e adivinhem quem é o último nome dela? Claro que o detetive Wolf! Bingo!

Cole joga uma ideia fantástica quando cria esse boneco de pano de corpos costurados e toda a ligação que esse assassino e esses assassinatos tem com o detetive Wolf. Também achei genial a primeira morte que acompanhamos. De alguma forma me fez lembrar bastante o filme Caçadores de Mentes, que morro de amores por ter mortes muito bem feitas no sentido psicológico da coisa. Sério, vocês precisam ver aquele filme.

O problema com esse livro é que ele cria muita expectativa e não cumpre com elas ao final de tudo. Não é o que final seja ruim, mas ele decresce muito em relação ao início. Até a primeira morte eu comi as páginas, depois disso me arrastei até ficar impaciente com essa leitura. Isso é simplesmente um saco quando se trata de livros policiais que tem como máxima te manter preso até o fim.

Meu outro grande problema com esse livro foi com a questão do carisma dos personagens. Uma hora Wolf é super badass e está espancando alguém, poucas cenas depois ele aparece fugindo de casa numa birra super infantil, porque não quer encarar uma discussão babaca entre duas mulheres da sua vida. Sério, Wolf? SÉRIO mesmo?

E isso não é só com Wolf, mas com todo o resto do grupo de policiais e jornalistas envolvidos na história. Tudo bem que esse tipo de livro não é comum ter alguém super carismático, mas sei lá... Depois de Bolitar eu estou estragada para o resto dos detetives que aparecerem na minha frente.

Enfim, não é um livro de um todo ruim, mas ele prometia muito e entregou pouco material para isso. A resolução do crime também fica em cima do muro, nada de genial, mas também não é péssima. Aff, estou um tanto confusa em relação a isso. hehe. Esperava mais, só isso. Uma pena, porque a ideia era simplesmente genial.

Resenha de "O Pistoleiro" (Stephen King)

Título: O Pistoleiro
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
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Sinopse: "Este livro é o primeiro dos sete volumes de série A Torre Negra, obra mais ambiciosa do escritor Stephen King. "O Pistoleiro" apresenta ao leitor o fascinante personagem de Roland Deschain, último descendente do clã de Gilead, e derradeiro representante de uma linhagem de implacáveis pistoleiros desaparecida desde que o Mundo Médio onde viviam "seguiu adiante". Para evitar a completa destruição desse mundo já vazio e moribundo, Roland precisa alcançar a Torre Negra, eixo do qual depende todo o tempo e todo o espaço, e verdadeira obsessão para Roland, seu Cálice Sagrado, sua única razão de viver. O pistoleiro acredita que um misterioso personagem, a quem se refere como o homem de preto, conhece e pode revelar segredos capazes de ajudá- lo em sua busca pela Torre Negra, e por isso o persegue sem descanso. Pelo caminho, encontra pessoas que pertencem a seu ka-tet - ou seja, cujo destino está irremediavelmente ligado ao seu. Entre eles estão Alice, uma mulher que Roland encontra na desolada cidade de Tull, e Jake Chambers, um menino que foi transportado para o mundo de Roland depois de morrer em circunstâncias trágicas na Nova York de 1977. Mas o pistoleiro não conseguirá chegar sozinho ao fim da jornada que lhe foi predestinada. Na verdade, sua aventura se estenderá para outros mundos muito além do Mundo Médio, levando-o a realidades que ele jamais sonhara existir. Inteiramente revista pelo autor, esta primeira edição brasileira de "O Pistoleiro" traz também prefácio e introdução inéditos de King."

 Não sei bem o que pensar sobre esse livro. Como foi uma leitura muito confusa para mim, resolvi esperar alguns dias depois de lido para ver se eu criava uma opinião sobre ele. E tudo bem, tenho várias coisas para dizer sobre esse livro, mas ainda assim não tenho uma opinião formada. Não que seja ruim, mas também não é bom.

Já vou falando que o melhor desse livro é a apresentação escrita pelo próprio autor. Ele pede desculpas pelos três primeiros livros da série, alegando que era novo demais quando começou. O que achei válido, ou não pensaria em continuar a ler essa série. Ele também diz que se baseou em Tolkien quando pensou em a Torre Negra, só que com aquela pitada faroeste que ele é muito fã. Então quando vocês imaginarem esse livro, pense exatamente nisso... uma fantasia no meio do faroeste.

Tendo em vista esse cenário, entendemos que o protagonista, Roland, é um pistoleiro e que está em busca do Homem de Preto. No meio dessa busca ele vai encontrar personagens que vão fazer toda a diferença nessa busca para ele, incluindo Jake, um garoto que na verdade não é daquele mundo e que tem alguma função na história que até então Roland não faz ideia do que é.

Não há muito o que se explicar sobre esse livro. Ele é confuso e pronto. Você não sabe se está lendo um passado, um futuro ou um universo paralelo (ideia mais provável, apesar de ter inúmeros referências ao nosso próprio universo). Além desse fato de se passar em um tempo estranho, o autor ainda te joga no presente e passado dos próprios personagens, o que torna o babado mais doido ainda.

Sabe o que pensava a todo momento enquanto lia? Que King escreveu ele em meio ao Woodstock movido a muita cerveja ou algum tipo de psicotrópico muito louco. O livro é super pirado e ainda que fino, houveram várias cenas que tive que voltar e repetir a leitura porque não tinha entendido, o que demorou o dobro do tempo para concluir.

Terminei sem entender de fato quem era Roland, o Homem de Preto e qual a ideia de Jake na história. A única coisa que se sabe é que existe essa Torre Negra e que ela é super importante para a história. Funciona como um local onde se concentram portais para os mais diversos tipos de universo. Mas como ela funciona, e porque Roland está ligado a ela, ainda é um mistério para mim. Ou não prestei atenção suficiente.

Um sonho. O sonho alucinógeno de alguém. É o que penso sobre O Pistoleiro. Vou continuar porque muita gente que conhece meu gosto diz que eu vou amar, e que melhora muito lá para frente. Espero mesmo, porque outro livro desses e peço passagem só de ida para o manicômio mais próximo.