Últimos filmes vistos

Bom dia, meu povo! 
Faz tempo que não faço postagem sobre cinema por aqui, né? Ando assistindo poucos filmes, por pura falta de tempo, e acabo esquecendo de trazer quando assisto. 
Então hoje vamos falar um pouco do que achei sobre cada um dos últimos que vi. A lista deveria ser maior, mas daí o post iria ficar imenso. Por isso me fiei a realmente os últimos. 
Vamos lá!



Até agora estou tentando entender o que diabos as pessoas esperavam desse filme. Vi tanta crítica negativa que me peguei pensando sobre as expectativas delas.
Eu cresci vendo Power Rangers, e uma das coisas que mais gostava era a tosquice da série. A ideia não era ser uma superprodução, e achei bem nostálgico assistir um pouco dessa tosquice aqui também.
Esperavam um enredo inteligente? É aquilo ali, gente! Estamos falando de Power Rangers! A diferença entre esse e a série é simplesmente recurso tecnológico. De resto é a mesma budega. Então vamos parar de cobrar tanto de algo que não prometia muito. 






Outro monte de crítica negativa e que eu não entendi. Simplesmente AMEI esse filme, com força! Ele é muito mais veloz do que o do Peter Jackson. Não tão poético, fato, nem tem a mesma linha da história original. Mas a proposta não era essa, e eles souberam cumprir o que prometeram. Entregam um filme com fotografia impressionante, muitas cenas de ação e um desenrolar altamente aceitável. Eu gostei demais dele.
Sem contar que tem o Tom - maravilhoso e lindo - como protagonista.
Os tempos são outros, e ainda assim vi um tanto de sexismo no elenco. Entendo, em partes, mas queria ter visto mais mulheres em ação. Quem sabe não façam um Kong versão 2017? Sonhar custa nada. 






Porque esse filme fez tanto sucesso? Boa pergunta! Emma Watson, talvez? Ser uma réplica quase exata do musical que boa parte dessa galera amava quando criança? Possivelmente. O fato é que achei o filme bem mais do mesmo. Gosto mais daquela versão de A Bela e a Fera que é anterior a essa, e olhe que amo musicais!
Minhas partes prediletas eram os objetos da casa, que não tenho do que me queixar. Ficaram incríveis! Mas só.
Parece que a Disney pegou gás de adaptar outros clássicos da mesma forma. Já vou avisando que se estragarem Alladin, Mulan ou Anastasia, cabeças vão rolar!







Muito. Demais para mim.
Não gosto desse estilo de filme. Fico depressiva quando assisto. Mas minha mãe implorou por companhia e fui ver com ela. Dormi e tive que voltar pelo menos três vezes.Talvez por isso não tenha absorvido o que precisava absorver dele.
Como já falei várias vezes, não sou boa lidando com mortes, principalmente mortes de crianças, e eu queria gritar na cara do protagonista várias vezes que essa porcaria de dor não passa nunca. Vai sempre voltar e martelar nosso juízo.
Não me senti em paz quando acabei, pelo contrário. Fiquei ansiosa e precisei de um dia inteiro lendo besteira para não pensar mais nele.
Pode ser para outro tipo de gente, para mim não rolou. 





O QUE MERDA FOI ESSE FILME?
Terminei de assistir pensando como conseguiram verba para produzir uma porcaria como essa. Um horror!
Não sei se isso é preconceito de fã, porque sou alucinada pelos filmes antigos de múmia, mas esse aqui não engoli.
O personagem do Tom é um saco, faz merda demais para um homem adulto, e não justifica as merdas que faz.
O enredo é fraco e tem tanta cena desnecessária que dá nos nervos.
Enfim, dinheiro jogado fora. 

Leituras de Julho


Olá, pessoal!
Segue vídeo com as leituras que fiz em julho. Espero que gostem.


Conheçam Improváveis Deslizes

Título: Improváveis Deslizes
Autor: Carol Teles
Comprar: Amazon


Sinopse: Depois da trágica morte de sua irmã, Noah descobriu o que era culpa e ódio. Passou anos arquitetando como reparar o maior de seus deslizes, numa busca incessante que custaria a sua humanidade, e talvez a própria vida.Em meio a descobertas perigosas, jogos políticos sádicos e um leque de problemáticas relações familiares, o homem solitário tenta encontrar paz em meio a vingança, ignorando as pessoas que gostam dele, mas acolhendo qualquer um que possa vir a ser útil para seus planos. O que ele não esperava, era que as pessoas que viriam a ser úteis para seus planos, pudessem ser as mesmas que gostavam dele.
Sombrio, misterioso e com a narrativa caótica das mesas de poker, Improváveis Deslizes mostra ao leitor que nem sempre é possível procurar por monstros sem se tornar um no caminho. E que mesmo o mais lógico dos nossos erros, podem ser simplesmente improváveis deslizes.


Entenda a criação da obra



Conheçam os Improváveis

Escritores chamam de avatar aqueles rostos conhecidos (atores, músicos, modelos... ) que eles usam de inspiração na criação de um personagem.

Pessoalmente acho um recurso visual bastante válido, e nem sempre uso o rosto integral de alguém. As vezes é só a ideia ou a sensação que aquela pessoa me causou em um filme, por exemplo.
Apresento abaixo os avatares dos personagens principais de Improváveis Deslizes. Mas ATENÇÃO: se você for daqueles que preferem imaginar, passe essa postagem logo para o fim!




Noah: Protagonista da história. Piloto da FAB, encontrou a irmã morta quando criança, e desde então está sempre a procura o assassino. 

Zoe: Protagonista da história. Filha de uma senadora, Zoe é fotógrafa por amor, e sempre vai de encontro a mãe por divergências de personalidade. 


Henrico: Auxiliar de fotografia de Zoe.

Rebekah: Irmã de Noah. Assassinada quando criança. 

Seth: Meio irmão adolescente de Noah e Zoe.  



Hugo: Um dos Improváveis mais velho. Tem uma banda de rock e é modelo. 

Gordo: Também Improvável. Vive em um cemitério de aviões com a esposa, que é dona de um buffet

Letícia: Improvável. Jornalista política.


Efraim: Deputado. Ex marido de Abigail, hoje marido de Olga. Pai de Rebekah, Seth e Noah. Descendente de árabes. 

Olga: Senadora. Esposa de Efraim, mãe de Seth, Emily e Zoe. 

Abigail: Primeira esposa de Efraim. Esquizofrênica. Mãe de Rebekah e Noah. 


Benito: O filho caçula de Alberto Campus. Esquizofrênico. Herdeiro de um império de café.

Murilo: Irmãos mais velho de Benito. Herdeiro de um império de café.

Félix: Vizinho de Noah e Abigail. Ex combatente de guerra. Toma conta de Abigail quando necessário.


Emily: Irmã de Zoe e Seth. A mais velha das irmãs Albuquerques. Arquiteta. Improvável

Leandro: Marido de Emily. Detetive da narcóticos. Improvável. 


Vinícius: Improvável. Fisioterapeuta de Abigail. Um dos caculas do grupo.

Caio: Improvável, Hacker de computadores. Irmão de Vinícius.

Resenha "Caraval" (Stephanie Garber)

Título: Caraval
Autor: Stephanie Garber
Editora: Novo Conceito
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Sinopse: Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

Não sei exatamente o que esperava desse livro. Na verdade quando o comprei não tinha nem noção do que se tratava. Desses livros que a gente compra porque achou a capa linda, saca? Era uma fantasia, tinha uma capa linda, então eu me joguei. Não posso dizer que o livro é de um todo ruim, mas vamos combinar que ele passa longe de ser maravilhoso. 

Scarlett passou a vida esperando por magia. Escrevia para o mestre do Caraval com frequência, que era a pessoa que possuía a única ilha onde a magia circulava. Mas ele nunca respondeu suas cartas, e ela cresceu sob a proteção - exagerada - do pai, tentando a todo custo proteger a irmã, Donattela, da frieza que era uma vida em tons de cinza da normalidade. 

Quando está perto de se casar, Scarlett recebe notícias do mestre do Caraval, junto a três convites para participar dos jogos daquele ano. Apesar de querer conhecer muito a magia, Scar fica na dúvida se deve ou não ir, já que isso colocaria tanto a ela como a irmã em sérios problemas. Só que ela não imaginava que a espevitada Tella, sua irmã, já tinha um plano armado junto a um marinheiro conhecido dela para que os três possam ir para Caraval.  

O que posso citar de pontos positivos, podem se tornar negativos até o final dessa resenha. Por exemplo... Scar começa como uma personagem bastante centrada e difícil. E por mais que eu quisesse que vez ou outra ela cedesse um pouco, gostava do que a autora tinha feito com a protagonista. Da personalidade socialmente correta da menina. Claro que ela muda até o final do livro, mas não consigo acreditar em mudanças drásticas que acontecem em um ou dois dias, e isso meio que me decepcionou. 

O clima do Caraval também é uma coisa que tinha tudo para ser grandiosa, mas acabou não sendo tanto assim. É como se a gente visse um pote de ouro no fim do arco-íris e quando chegasse lá não tivesse mais nada. A autora joga uma ideia genial, mas se preocupa tanto com o que Scarlett pensa, Scarlett faz, que esquece de trabalhar o tema central do livro dela, que é o Caraval. Sim, conseguimos ver as pitadas de magia, mas poderiam ser bem maiores do que foram. Muito mesmo. 

E ai temos esse relacionamento de Scarlett com o tal mocinho genioso. O mocinho é uma ótimo personagem, cheio de segredos e tem aquela coisa de nos fazer suspirar. Mas foi rápido demais, e olhando bem, meio que você não vê a coisa acontecendo, só quando acontece. A perspectiva do olhar é de Scarlett, e eu ficava confusa em qual era o foco dela dentro do Caraval. É quando se tem tanta coisa para trabalhar, que 300 páginas de um livro se torna pouco. 

Era um livro que pedia um pouco mais em relação a tudo. Gostei do final e da "enganação" que a autora faz ali, principalmente em relação a Lenda, mas ainda assim acho que podia ser mais. Vou sempre exigir dos autores mais do que eles me dão quando sei que podem entregar isso. 

Enfim, é um bom livro, de leitura leve e rápida. Mas devo salientar que é um tanto confuso em algumas passagens e para mim foi um pouco decepcionante em outras.

Resenha de "Minha Vida (Não Tão) Perfeita" (Sophie Kinsella)

Título: Minha Vida Não Tão Perfeita
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
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Sinopse: Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella. Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok... Não é bem assim... Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa , seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter - a executiva que tem tudo a seus pés - possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?

Quando se trata de Sophie Kinsella, eu sempre espero o máximo. Foi a primeira autora de chick lit que me deixou apaixonada e rindo a toa com um livro, então a tenho em super alta cota. Infelizmente esse livro não alcançou o que esperava dele. E nem posso dizer que foi um problema relativo ao momento em que o peguei. Simplesmente não funcionou e fim de papo. 

Vamos acompanhar aqui a vida de Cat, que sempre sonhou em morar em Londres, e tem seu desejo realizado quando consegue um emprego em uma firma de publicidade. Só que o que ela imaginou em seus sonhos: flat bacana, centro badalado, emprego vantajoso, na verdade não existe. Mora em um apartamento pequeno com mais duas pessoas, trabalha tão longe de casa que precisa acordar quase quatro horas antes, e não tem amigos por perto. É um horror, mas que ela compensa fingindo para o mundo que sua vida é perfeita através das redes sociais. 

Algo acontece em seu trabalho e Cat é obrigada a passar um tempo na casa do pai, numa fazenda de interior onde ela cresceu. E quando ele e a nova esposa resolvem transformar o lugar em um hotel de campo de luxo, Cat se entusiasma com a ideia e resolve ajudá-los. Só não contava que sua ex chefe, a que a demitiu sem dó nem piedade, aparecesse para curtir o lugar com a família. Então Cat resolve transformar os poucos dias da mulher ali num verdadeiro inferno. 

Ok, a sinopse promete, não? Isso é verdade. E confesso que tem muitos, diversos momentos engraçados, principalmente do que Cat faz Demeter passar na fazenda. Mas sabe quando você lê um livro e fica toda hora pensando que a autora está forçando uma situação? Pois é. Foi o que senti aqui. Nunca percebi Kinsella criando situações para forçar riso, e foi o que ela fez com esse livro. E hoje, depois de um bom tempo de leitura, penso que talvez a própria autora não estivesse em um bom momento quando o escreveu. Está tudo lá, nas entrelinhas da história. 

Os momentos dramáticos eram mais pesados e perfeitos do que os momentos engraçados. Seja com Demeter e o climão "O Diabo Veste Prada" com sua família, ou Cat quando perde o emprego, ou ainda do affair da menina ao ex chefe. Eram trechos que me concentrava mais do que as partes engraçadas. Sempre há esse pequeno drama nos livros da Sophie, e acho que são para equilibrar as situações. Nesse livro eles tendem a pesar mais do que a comédia. 

Não é um livro ruim, passa longe disso, mas acho que esperei mais. O achei cansativo em vários momentos, como se precisasse ter 100 páginas a menos e que não iriam fazer falta. Acho que quando você vai com muita expectativa para algum lugar, ele acaba decepcionando um pouco você. Talvez se não tivesse criado tanta coisa em cima dele, teria aproveitado mais a experiencia. 

Enfim, tem seus momentos engraçados, e seus momentos de drama, que são melhores que os engraçados. Tem um relacionamento fofo, mas que pessoalmente teria descartado sem problema porque achei o mocinho bem "mais do mesmo". A protagonista, apesar de muito divertida, deixa qualquer um com dor de cabeça do tanto que ela problematiza a vida. Ah vá, o negócio já é ruim demais e você vai insistir nesse erro? 

Não recomendo começar Kinsella por ele, mas é um livro razoável para quem está acostumado com a escrita dela. Meu predileto ainda continua sendo Fiquei com seu Número. 

Resenha de "Atlântida - o Gene" (A. G. Riddle)

Título: Atlântida - O gene
Autor: A. G. Riddle
Editora: GloboAlt
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Sinopse: Em uma expedição na costa da Antártida, pesquisadores encontram uma misteriosa estrutura enterrada em um iceberg. A milhares de quilômetros dali, na Indonésia, a Dra. Kate Warner pesquisa a cura para o autismo em crianças através de experiências genéticas. Quando essas crianças são sequestradas, um agente de segurança altamente habilitado, acredita ter encontrado uma ligação entre esses dois fatos e busca desvendar uma conspiração global que ameaça toda a humanidade.



Sempre gostei da história de Atlântida. E apesar de termos uma ou outra obra sobre o assunto, tanto literária quanto cinematográfica, jamais achei que fosse suficiente. Tem tanta coisa para explorar... O tema pede mais. Muito mais. E acho que foi isso o que o autor tentou fazer com esse livro. Fez tanto que as vezes eu precisava voltar páginas para reler certas passagens, de tão perdida que estava. Mas isso em nada tirou o mérito dele, pelo contrário. 

Não tenho como explicar muito bem esse livro. Ele é confuso porque tem diversos elementos que são importantes. Por exemplo, ele trabalha a parte biológica, física e arqueológica em cima da ideia de Atlântida. E acho que vai além disso, porque se refere a acontecimentos anteriores a ideia de Atlântida em si, mas que tem tanta lógica na explicação que me peguei pensando o quanto de realidade há nessas informações. 

Também não consigo explicar o que acontece nele. Dar uma pequena sinopse aqui pode ser muito.  Basta vocês saberem que existe essa cientista, Kate, que dirige um centro de estudos sobre o autismo. E também temos David, um policial da CIA que está em uma missão secreta. Os destinos deles se cruzam por conta de eventos relacionados as duas coisas que eles trabalham. E ai que esse livro começa a enlouquecer. 

Não me entendam mal quando falo em enlouquecer, isso não é uma crítica, pela menos não de minha parte. Pessoalmente eu morria de rir quando o autor jogava um problema X, dentro de um problema Y. Não parava de pensar que o cara era muito pirado, ou um completo gênio. Incrível como as duas coisas podem ter uma ligação singular. O fato é que as vezes a quantidade de informações pode confundir o leitor. Diversos momentos eu voltei páginas porque me perdia, então isso pode, sim, ser um impedimento para alguém que está lendo. 

Eu amo arqueologia e história. Então ler, nem que seja um pouco, sobre essa cidade me deixa eufórica. Preciso confessar que vi muito menos dela do que gostaria, mas acredito que ainda tenha tempo porque, sinto muito para quem não curte, esse livro é o primeiro de uma série. Não sei de quantos, e só entendi que era quando finalizei a leitura e tinham diversas pontas soltas. 

Viagem no tempo, mutações genéticas, história antiga e muita ação. Esses são os ingredientes de Atlântida, o Gene. Eu recomendo para quem curte autores como Dan Brown. Riddle segue uma linha parecida, e sabe fazer com que seja totalmente eficaz. Talvez exagera na eficiência, mas ainda assim eu amei o livro e recomendo.


Resenha de "A Casa do Lago" (Kate Morton)

Título: A casa do lago
Autor: Kate Morton
Editora: Arqueiro
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Sinopse: A asa da família Edevane está pronta para a aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda mais motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a mansão para sempre. Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros.
A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir.
Em A Casa do Lago, Kate Morton guia o leitor pelos meandros da memória e da dissimulação, não o deixando entrever nem por um momento o desenlace desta história encantadora e melancólica.

Kate Morton é uma das minhas referência de literatura da adolescência. Já li alguns livros dela, e me lembro bem de suspirar a cada final deles. Infelizmente não foi o que aconteceu com A Casa do Lago, mas realmente não sei se foi um problema pessoal meu com essa trama, ou com o momento em que a li. Pela quantidade de comentários positivos acerca dele, acredito que o problema de fato possa ser meu. 

É daquele tipo de livro que se divide entre passado e presente, e isso por si só me irrita bastante. Não é que seja uma coisa ruim, mas quando você está pegando ritmo com alguma cena, tudo muda e você vê outro capítulo imenso de outros personagem, em outro momento histórico. Isso cansa o leitor pra cacete. Pessoalmente não curto esse recurso, a não ser que seja realmente necessário. Pode prestar atenção que muitos livros com essa estrutura costuma cansar. 

Temos a história dessa família no passado, dona dessa casa fantástica no lago, onde acontece algo trágico. As cenas vão pulando entre a formação dessa parte da família, até os momentos desse acontecimento trágico, nos fazendo conhecer os personagens envolvidos e criar milhões de suposições do que possa ter acontecido. Isso é bacana. Um recurso que me lembrou um pouco do Reparação, do Ian McEwan. Claro que não tão magnífico quanto, mas a ideia é semelhante. 

E no presente temos uma detetive que está tirando férias forçadas na casa do avô, que é próxima a essa casa no lago. Ela a encontra, e como está ociosa demais, começa a vasculhar o passado, buscando entender o que aconteceu ali e elucidar o que a polícia não foi capaz de fazer tantos anos atrás. Pessoalmente gostava mais das cenas dela, que incluía esse mistério atual e moderno. Além de que eu estava super curiosa para saber o que diabos ela tinha feito que gerou tanta culpa e a fez se afastar da polícia. 

Devo dizer que Morton sabe criar personagens. Você realmente se identifica com eles ao ponto de os comparar a um vizinho, familiar ou amigo. São próximos e reais em cada pedacinho, principalmente nos erros humanos. Eu enxergo verdade em personagens assim, e os curto bastante. 

Também é boa em criar suspense e nos deixar roendo as unhas para saber o que diabos ela vai fazer para explicar uma situação que parece não ter solução, ou pode ter uma solução destruidora. Acredito que os outros livros da autora que li não seguiam essa linha, e isso é bacana. 

Mas devo dizer... ler esse livro foi uma novela mexicana para mim. Demorei a entrar no clima. Acho que estava quase acabando quando isso aconteceu. Se não fosse tão insistente, teria desistido depois da página 100 e sem peso na consciência. Mas vi tanta gente elogiando que precisei chegar até o fim. Não fiquei realmente feliz ou extasiada com ele, mas é um bom final e totalmente plausível dentro da ideia do que a autora criou. 

Cansativo, com passagens longas demais e as vezes meio desnecessárias. Não o leria novamente, e talvez não tivesse começado se soubesse que iria me cansar tanto. Mas li, e até que gostei. Devo salientar que isso é uma opinião minha, e que de maneira geral as pessoas gostaram bastante dele. 

Pitadas fortes de romance, drama pra caramba e mistério como pano de fundo. Fica a dica de A Casa do Lago. 

Resenha de "Boston Boys" (Giulia Paim)

Título: Boston Boys
Autor: Giulia Paim
Editora: GloboAlt
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Sinopse: O sonho de toda adolescente se realizou para Ronnie Adams: o maior astro pop da TV foi morar na casa dela. Ela deveria estar vibrando, como qualquer garota normal, mas na verdade está odiando a ideia. Ela não vê a menor graça em Boston Boys, programa sobre a vida de três integrantes de uma boyband, e acha os garotos uns babacas.
De fato, Mason McDougal se acha o máximo e está acostumado a ser recebido sempre por meninas histéricas, por isso não faz o menor esforço para ser simpático. Tendo que lidar com o egocentrismo do garoto, além da perseguição de fãs ciumentas, a vida de Ronnie vira de cabeça para baixo.
Agora ela terá que se acostumar com a stalker no 1 dos garotos plantada em seu gramado, frequentar festas glamorosas e lidar com paparazzis, resolver uma guerra de fofocas on-line e até fazer uma viagem internacional. Em meio a tantas novas aventuras, Ronnie se envolve cada vez mais com os Boston Boys e percebe aos poucos que, no mundo da fama, nem tudo é o que parece ser...

Eu tinha tudo para gostar desse livro. Tem essa coisa com bandas que adoro, e uma personagem que não faz a mínima questão de estar ao lado de nenhum deles. Aliás, se vocês gostam desse tipo de livro, leiam o Perseguindo Nuvens da Ludmilla Publio.

Acontece que eu fiquei esperando mais dele. Claro que não queria um drama, até porque é um livro para adolescentes, mas um pouco mais de realismo das situações. Eu poderia ficar aqui o dia inteiro citando coisas que acontecem aqui e que me deixaram revirando os olhos. Poxa, não estamos falando de numa fantasia, e pode-se muito bem criar uma história engraçada com elementos da realidade.

Não estou dizendo que aparecem dragões ou coisas do tipo. Mas as atitudes dos adultos, por exemplo, são mais infantis do que as crianças. Não tem um único que se salve, e isso me deixa extremamente irritada. E se as ações dos mais jovens compensassem isso, mas não... são horríveis de imaturos também.

Mason é ridículo em muitos sentidos. Eu não me encantaria por ele nem que fosse o último garoto andante na Terra. É metido, espaçoso e fica a todo momento pedindo coisas, como se ele tivesse uma empregada. E Ronnie não é muito melhor, ok?! Porque uma pessoa que vai fazer limonada para um cara que odeia, é especialmente idiota. Por favor...!!!!!!!! Até a irmã dela é cabeça de vento. Sem contar que tudo ao redor da garota passa a mensagem errada.

Não me encantei pelo trio dos Boston Boys como conjunto, nem com os personagens individuais. As situações eram as mais ridículas, e ainda tinha uma bexiga de stalker que sei lá de onde veio, e que parece não ter nenhum responsável legal por ela.

Posso citar que as coisas positivas para mim desse livro são a linguagem leve e jovem, e o fato da autora não ter forçado um relacionamento entre Ronnie e Mason. Ela os dá chance de se conhecer e mudar o status de "te odeio" para "você é legal". E só isso. Acho ótimo.

Vou acabar lendo o segundo porque raramente eu desisto de séries que já comecei. Então vamos esperar para que eu ache o Boston Boys 2 remotamente melhor do que o primeiro. Venho contar a vocês depois.

Resenha de "Na minha onda" (Laura Conrado)

Título: Na Minha Onda
Autor: Laura Conrado
Editora: GloboAlt
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Sinopse: Vitória é uma cantora talentosa que esteve no topo do sucesso há cinco anos. Mas agora ela está arrasada: ficou desempregada, voltou a morar com os pais e ainda tem que aceitar o triunfo de Carol Laine, sua amiga de infância e antiga companheira musical, que seguiu em carreira solo e está se tornando uma das mais comentadas artistas da Bahia. Porém, mesmo Vitória tentando se esconder a todo custo, Carol Laine a procura com um convite: ela quer que as duas voltem a trabalhar juntas e que ela participe de um reality show sobre sua vida. Isso significa, também, estar mais próxima de Lucas, o primo e assessor de Carol, por quem Vitória mantém uma paixão secreta há anos. Mesmo parecendo uma proposta irrecusável, é difícil engolir a mágoa, ficar à sombra de Carol Laine e ainda encarar os reveses da fama: a exigência de estar sempre linda e em forma, as fofocas da imprensa de celebridades, a perseguição de um fã maníaco e misterioso e a dúvida sobre as amizades serem apenas por interesse. Em meio a tantos sentimentos conflitantes, Vitória terá que responder: vale a pena voltar a esse mundo onde o ego das pessoas parece controlar tudo?
 Ok, eu sou super a favor de literatura nacional que tenha um pé grande no regionalismo. Tipo, muito mesmo! Sou nordestina, dessas com sonoridade no final das frases mansas. Amo onde moro e acho muito próximo quando leio alguém que diz "oxente" numa interjeição. Como escritora, eu evito esse tipo de regionalismo porque percebo que muita gente do sul e sudeste tem problemas para se adaptar a esse tipo de narrativa. Reviro os olhos para isso, mas respeito. E vi que muitas críticas a esse livro foi em relação ao estranhamento do leitor a linguagem baiana dele.

Vitória é cantora, e está na merda. Junto com sua amiga Carol Laine, fez muito sucesso no passado, mas foi esquecido quando elas seguiram carreira solo. Carol ficou hiper famosa, mas Vitória caiu tanto que foi obrigada a voltar para Salvador e morar com os pais. Passa o dia remoendo seu fracasso e a ascensão de Carol Laine. Até que a própria, a amiga do passado, volta para pedir para Vitória participar de um reality show junto a ela. E de quebra, Vitória vai poder passar mais tempo com o empresário e primo de Carol, que foi uma paixonite dela na infância.

Acredito que a parte mais positiva do livro para mim foi a questão do regionalismo. Me vi em casa, como comentei no primeiro parágrafo. Não tive dificuldade com o linguajar e em muitos momentos via piadas que jamais achei que leria em um livro. Fico feliz por isso. Não sei se a autora é baiana ou não, mas se não for, ela soube captar com precisão o clima deles. Mas as partes positivas do livro acabam ai. Foram poucas páginas, mas a sensação era de que estava lendo a bíblia, de tão cansativo.

Li em algum lugar uma resenhista dizendo que é um livro vazio, e concordo com ela. Apesar da vida de algumas pessoas serem vazias, de fato, não sei até que ponto colocar isso num livro vai ser positivo. Até para uma vida vazia é necessário que exista um ensinamento, mas não é o caso com esse livro. Ele é seco. Situações sem sentido em cima de outras e nada para o leitor aproveitar. Vitória começa o livro ambiciosa e invejosa demais, e termina do mesmo jeito que começou. As futilidades eram mais importante na vida dela do que as pessoas. Aliás, as pessoas valiam o que tinham no bolso. Não sei qual era a ideia da autora quando criou essa protagonista, mas não foi um pensamento muito feliz.

Acho que nunca li nenhum outro livro da Laura. Acredito que meu problema tenha sido especialmente com esse livro, e por isso não posso falar da capacidade dela como escritora, até porque se ela criou Vitória para causar asco, conseguiu com fervor.

Não é um livro bom. Razoável, talvez, mas não bom. Já era ruim com as coisas que existiam na linha de enredo principal, mas a autora achou por bem colocar mais delas, o que tornou o trem pior ainda. Não o indico para quem nunca leu a autora, ou vocês, como eu, irão se traumatizar. Mas indico para quem é nordestino e gosta de ver um pouco da nossa terra em tantos personagens, como foi o caso desse livro.

Resenha de "Onze leis a se cumprir na hora de seduzir" (Sarah MacLean))

Título: Onze leis a cumprir na hora de seduzir
Autor: Sarah MacLean
Editora: Arqueiro (Cedido em parceria)
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Sinopse: Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.
O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.
 Como eu digo sempre quando se trata de resenhas de romances de época, não espere muito deles no quesito surpresas. São livros padrões, com histórias padrões que você sabe como começa e sabe como termina. Ainda assim eu afirmo com veemência que se vocês gostam de romance, não tem coisa melhor para curar uma ressaca literária ou passar um tempo do que o romance de época.

Para quem leu os outros livros dessa série, sabe que Juliana, a protagonista desse, é irmã por parte de mãe dos gêmeos dos livros anteriores.  Não é filha legitima do legado da família, mas é da família por algum lado, e eles a acolheram com amor. O problema é a que a sociedade não foi tão amorosa assim, e para os outros Juliana nada mais é do que a filha da traição da mãe deles com um italiano, que por si só parece ser um insulto, visto que os italianos não tem a quantidade de regras sociais que os ingleses tem. 

Do outro lado dessa história temos um duque super lindo e maravilhoso (porque a grande maioria deles é) Simon Pearson, que preza por demais pelo bom nome da família e não quer ver sua reputação arruinada por ser visto com alguém com tão má fama, como Juliana. Acontece que a vida é estranha, e os coloca sempre juntos nas situações mais bizarras. É óbvio que vão começar a sentir algo um pelo outro. 

Olha, eu comi esse livro em uma tarde. É leve, com momentos divertidos e eu queria muito ver em que momento a boçalidade de Simon iria cair para dar vez ao que sentia pela italiana. Os dois personagens tem um trabalho muito bom de construção. Seja o temperamento e a culpa de Juliana, como a responsabilidade pelo nome que Simon sente. Ambos com suas problemáticas individuais e ainda assim com uma terceira, quando estão juntos. Gosto de como eles funcionam. 

Curto bastante a Sarah MacLean escrevendo. Apesar de achar que em algum momento dos livros ela perde o foco do que esta fazendo, ela é boa no que faz. É um livro de padrões? Sim, porque todo romance de época é, mas é um livro que começa e termina dentro do que é proposto dele. A graça desse tipo de literatura é ver a redenção dos personagens quando se descobrem apaixonados. Aliás, a cena super expansiva de Simon declarando seu amor é muito, muito fofa! Apesar de que tive minha cota de raiva de Juliana nesse momento. Vai problematizar a vida assim no inferno!

Também gosto do relacionamento dos irmãos. Eles são ótimos juntos, e dão uma super força nas escolhas e na vida da irmã caçula. 

Não tenho certeza se essa série acaba aqui - acho que sim - mas preciso reforçar o quanto gosto dela como um todo. Não é longa, é bem escrita e tem  aquela coisa que sempre nos deixa suspirando no fim. #Queroumamordeépocaparamim